sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Redenção

A simples palavra “ Redenção “ não poderia deixar de comentar o forte elo existente entre a vida em si, diante de tão significativa palavra.
Sou contra a pena de morte ou melhor execuções legalizadas, o ilegal sempre existiu entre jovens em todo mundo, principalmente nas chamadas Gangues.

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    Uma das características da rivalidade entre o poder no crime esta no matar para não morrer. Em qualquer lugar onde a incidência de jovens no crime é grande, logo aprendem a matar para não morrer e ai morrem porque mataram, não gosto deste modo de lidar com a vida legal ou ilegalmente. A readaptação dos condenados é um dos aspectos mais importantes em uma sociedade. Daí pra executar ou matar é outra questão. Vemos surgir tardiamente um monte de bons filme com uma temática negra, bons atores negros. Destaco entre tantos outro, “ Redenção “. É um grande filme. Lançado em 2004. Conta a história da vida de Stan “Tookie” Williams. Nascido em New Orleans, mudou ainda criança para Los Angeles em 1969 e cria na adolescência a Crips, a mais famosa gangue dos Estados Unidos, começa a impor sua força, dominar territórios e praticar diversos crimes. Em 1979, Stan Tokkie é condenado a morte. Seu ultimo pedido de clemencia foi negado pelo ator Arnold Schawarzenegger então governador de Los Angeles. Nunca gostei deste ator e dos seus filmes e como governador deve ter decepcionado bastante. No dia 13 de dezembro de 2005, diante de protesto em todo mundo, Stan “Tookie” Williams é executado. Durante seus anos de prisão escreveu diversos livros infantis tentando tirar as crianças da influencia das gangues, é claro que sua tentativa de aliviar sua pena foi executada com eficiência e ajuda de uma jornalista, o problema é que seus livros criaram vida própria e foi exemplo em todo mundo, aplaudido e difundido em vários países, teve uma atuação muito eficiente em seus objetivos a ponto de ser indicado ao premio Nobel por 4 vezes, premio Nobel da paz e Nobel de literatura. Porque não ganhou nem uma vez? Seus livros são livres dos seus crimes, deveria ganhar por sua luta para pacificar as gangues entre os jovens negros e latinos, pelo seu arrependimento e principalmente por ter conhecimento de causa para escrever tais livros. O que me admira mais é um governador que fez sua vida dentro da 7ª arte, negar um pedido de clemencia, mesmo diante da grande influencia que seus livros tiveram junto as crianças. Como disse não gosto de seus filmes e depois desta negação desgosto mais ainda, não questiono seus crimes mas sim a transformação em algo de bom para crianças, jovens e para o futuro, pelo menos isso eu posso fazer. Mais uma vez vejo uma realidade na história do negro, Redenção significa: nova chance, nova importunidade, saída para a paz, caminho da salvação. Voltando a minha amiga Cila, achei muito importante sua observação, realmente a pintura é um caminho para uma nova vida, um meio de redimir os pecados e conquistar a liberdade e mais importante, como disse, a pintura é literalmente receptiva e esta ao alcance de todos. Não existe comparação entre o filme e a pintura a não ser o caminho da Redenção. Obrigado Cila, por me dar a oportunidade de falar deste maravilhoso filme e da belissima interpretação de Jamie Foxx em“ Redenção”. Texto e foto de Jader Resende. 

2 comentários:

Maritsa disse...

gostei do texto!!!

Confesso que ainda não li o do "blusão de couro", mas este muito bom...

parabéns!!!

abçs...

Maritsa

Thamíris Dias disse...

Sempre sobra tempo para os mortais, tão próximos! Tão unidos à vida, aos mistérios dela... Colocarei, Jader, com muito prazer, a arte de hoje!
Posso por alguma coisa sua? Se puder me mande - e sempre que quiser - thamiriscambui@gmail.com ou arquivosthamiris@gmail.com

Grande abraço,
Thamíris Dias